A adolescência é uma fase linda e perturbada. Estou mergulhada nela.  E sei que todos passam por ela, discutindo, brigando e entrando em uma bateção de boca sobre assuntos em que, na maioria das vezes, estamos completamente errados, ou mesmo quando nem sabemos o porquê de estarmos brigando com determinada pessoa…

Tudo muda na adolescência… O que antes queríamos muito e nos era dado como se fosse por obra de um truque banal de mágica, de repente começamos a ver como algo completamente idiota. Até paramos de fazer birra para ganhar alguma coisa.

A adolescência é apenas uma parte da nossa vida, mas, enquanto a vivenciamos, cometemos algumas burradas bem feias. Mas só nos damos conta disso depois de fazê-las. Alguns pensam em fugir de casa, mas desistem. Outros não pensam duas vezes antes de cometer uma bobagem que quase mata seus pais do coração. Mas não é por mal que agimos dessa maneira. Só queremos nos divertir; queremos sentir a vida. Do jeito que achamos melhor, claro.

Sabemos que os nossos pais estão aqui para nos ajudar a entender a vida. A tarefa deles é nos ensinar o que é certo e o que é errado; mas, na verdade, nem precisamos que fiquem repetindo o que é bom e o que não é, porque temos muitos exemplos diante dos olhos. Quem olha e quer ver sabe que o perigo está em toda a parte, no descaso com a natureza e no consumo de drogas, por exemplo.

Mas somos adolescentes. Amamos a vida e queremos curti-la chorando, amando, brigando, trocando de namorado, quebrando a cara com as pessoas que mais consideramos na vida. Antes tudo era tão fácil. Agora a gente se estranha, porque mudou. E sabemos que quando nos dermos conta estaremos adultos, talvez com filhos, talvez sem filhos, talvez morando com os pais ou talvez tendo nosso próprio canto…

Até lá tem um tempo. Por ora queremos liberdade, viver sem regras, amar sem restrições. Não queremos que nos deem ordens. “Faz isso! Faz aquilo!” Mas fazer o que, né? Nossos pais estão de olho. Sempre. Sem tréguas. E só há um jeito de fugir da vigilância deles: sonhar com algum lugar onde não tenhamos que seguir as regras dos outros. Queremos a seguir a nossas. Nada mais.

Amanda Victor tem apenas 13 anos de idade e um jeito meio misterioso. Gosta de ler, de escrever e sabe que os próximos anos serão de muita dedicação ao estudo, porque seu sonho é ser médica-cirurgiã. Mas também ama a música. Toca flauta, toca violão e tem uma bela voz. Além disso canta e faz parte do grupo da Oficina de Música que vem se apresentando no Dhomba, reunindo alunos de várias escolas.

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