Nhoque solidário

O Instituto de Prevenção e Pesquisa em Álcool e outras Dependências – IPPAD – está convidando para mais uma edição do Nhoque da Sorte. O jantar será realizado a partir das 20h do dia 29 de outubro, próximo sábado, no Becco Restaurante do Blue Tree Towers Porto Alegre (Lucas de Oliveira, 995). Preço por pessoa: R$ 39,00. A renda resultante da venda dos convites se destina a uma instituição beneficente. Informações: telefone (051) 3019-8789.

O IPPAD foi criado em 2000. Não tem fins lucrativos e se mantém com o que arrecada através de eventos como os jantares beneficentes, em parceria com o restaurante Becco. O Nhoque da Sorte é um deles. Toda a equipe do instituto é formada por voluntários que vêm de várias áreas – Saúde, Educação e Direito, por exemplo. Na presidência está a médica psiquiatra Carmem Vernetti.

Na prevenção e na pesquisa, o instituto desenvolve uma série de projetos: o Envolver, que tem como foco a comunidade da vila Maria da Conceição, assistida pelo Centro Espírita Lar de Jesus; o Eu me Cuido, projeto de prevenção às drogas (há seis anos) com jovens cadastrados em empresas no CIEE/RS; e o Tá na Hora, que coloca as dependências químicas em discussão com lideranças da comunidade, volta ao Santander Cultural em 2012. É aberto ao público em geral. Além disso, o IPPAD edita o Boletim Informativo mensal. Através dele, divulga conhecimentos científicos sobre as dependências químicas.

Consumo de drogas cai entre estudantes

A notícia é animadora: o consumo de drogas está caindo entre os estudantes do ensino fundamental e médio. Segundo levantamento concluído em 2010 pelo SENAD, entre alunos da rede pública e privada das capitais do País, houve uma diminuição de 49,5% no uso de drogas ilícitas, na comparação com a pesquisa anterior, realizada em 2004. Esse dado levou em consideração o uso, continuado ou não, de solventes/inalantes, ansiolíticos, anfetamínicos, cocaína, maconha, crack e anticolinérgicos. Somente no caso da cocaína não foi observada redução do consumo.

O SENAD aplicou a pesquisa em 789 escolas, com 50.980 estudantes: 31.280 da rede pública e 19.610 da rede particular, constatando um recuo importante também no consumo de bebidas alcoólicas -35,1% – e de tabaco – 37,6% – pelos alunos. Para a secretária-adjunta da entidade, Paulina Duarte, “a redução do consumo de drogas entre os estudantes é resultado das políticas quem vêm sendo implementadas, como a capacitação de professores, ações junto a lideranças comunitárias, fortalecimento da rede de proteção social e outras iniciativas da área”.

Bebidas energéticas. Uso indiscriminado?

Artigo escrito por Paulo Sarti, Lucas Linck, Gilda Pulcherio, Raquel de Boni, Marlene Strey, Luisa Zago e Daniel Fensterseifer

O uso de bebidas energéticas (energéticos) encontra-se disseminado no Brasil, principalmente entre os jovens, e preocupa por suas consequências pouco conhecidas. Inicialmente vendidas em pequenas doses com o slogan “Que te dá asas”, hoje são encontradas em embalagens de até 2 litros, com nomes como “Cachorro louco”, “Atômico”, etc. Sabe-se que os energéticos são substâncias psicoativas com propriedades altamente estimulantes, devido à expressiva quantidade de taurina e cafeína, esta variando entre 50 mg e 505 mg por 200 ml. Não há qualquer aviso sobre intoxicação por superdosagem. Além disso, são normalmente comercializadas junto às bebidas alcoólicas.

Para o público jovem, o grande efeito destas bebidas se deve à mistura com o álcool. Nos EUA, 48,4% dos adolescentes amostrados associam frequentemente bebidas energéticas com álcool. Noutro estudo, 54% dos adolescentes pesquisados relataram o uso combinado em festas. No Brasil, 76% dos usuários de energéticos o consomem com bebidas de alto teor alcoólico, tais como uísque e vodca.

Esta associação é muito popular e pode ser perigosa, pois mostra capacidade de reduzir os sintomas adversos da alcoolemia, incluindo seus efeitos depressores. Tais fatores podem levar o sujeito que consome a não perceber sinais de intoxicação alcoólica, aumentar riscos de acidentes, assim como ao abuso e dependência do álcool.

Além disso, foram relatados efeitos colaterais, como dor de cabeça, palpitação cardíaca e insônia, entre outros. Ademais, a privação do sono que pode ocorrer com o uso de energéticos é fator de risco para desencadear quadros hipomaníacos ou mesmo mania franca em pessoas suscetíveis ou portadores de transtorno bipolar, após uso pesado de energéticos.

O Brasil carece de legislação específica sobre o tema, entretanto sabe-se que, de acordo com o Decreto-Lei n.º 560/99, não há obrigatoriedade de informação quanto aos efeitos da ingestão. No Rio de Janeiro, contudo, tramita um projeto de lei estadual que proíbe a comercialização de bebidas energéticas em boates e danceterias, o que, apesar do cunho proibitivo, evidencia a pertinência do assunto.  Assim, é importante que a comunidade médica esteja atenta aos riscos do consumo indiscriminado de energéticos, sobretudo quando associados ao álcool, e verifique a ingestão destas bebidas nos atendimentos, possibilitando uma abordagem mais precisa em relação aos riscos do alcoolismo e outras drogas.

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