Boa viagem!

Três anos depois do inicialmente programado, neste dia 26 de outubro o Boeing 787 parte às 12h do aeroporto Narita, de Tóquio, a capital do Japão. Decola para realizar sua primeira viagem – no mundo – com passageiros. Depois de quatro horas e 30 minutos, o voo NH 7871 deve pousar em Hongkong.

A aeronave pertence à empresa aérea All Nippon Airways (ANA) e chama a atenção pela série de melhoras feitas pelo fabricante para dar mais segurança e conforto aos viajantes, incluindo a tripulação. Todo esse cuidado também repercutiu em sua estética, na medida em que buscou recursos que mexem com a cor e a iluminação. Pode acomodar 210 a 290 passageiros. É 20% mais leve que as outras aeronaves comerciais do mesmo tamanho e mais econômico no consumo de combustível.

Luz: o Boeing 787 é equipado com LED (diodo emissor de luz), que não é monocromático. Em uma viagem especialmente longa isso permite simular a luz natural do dia, a passagem para o anoitecer e um céu estrelado no interior da aeronave. O objetivo é melhorar o sono dos passageiros, para que cheguem a seu destino com menos problemas decorrentes do fuso horário.

Janelas:  47 x 28 centímetros é a sua medida. São, portanto, 30% maiores quando comparados aos “olhos de boi” usados no Boeing 767. Através delas – promete a fabricante – todos os passageiros poderão ver o horizonte. Cuidado especial: quem deseja diminuir a luz que vem de fora pode acionar um botão eletrônico. As janelas não têm revestimento plástico como quebra-luz. 

Banheiros: também nestes espaços há janelas, já que os passageiros não correm o risco de serem observados por alguém de fora acima das nuvens. A All Nippon Airways, que é o primeiro comprador do Boeing 787, tomou mais um cuidado: a garantia de água quente nos banheiros de todas as classes. 

O design da cabine: já na entrada do Boeing 787 a impressão é de mais espaço do que nas outras aeronaves de igual tamanho. Os corredores são mais largos (na classe econômica, 55 centímetros; na executiva, 65 centímetros). Além disso, há menos divisórias ao lado das portas, e o teto, no hall de entrada, replica o céu através de iluminação especial, deixando-o muito agradável ao olhar. 

Bagagem de mão: o lugar destinado é o maior na comparação com todas as demais aeronaves, acolhendo 30% mais bagagem. Os passageiros viajarão com mais espaço também para esticar suas pernas, já que não haverá necessidade de colocarem sua bagagem de mão debaixo da poltrona anterior. 

Circulação do ar: sem dúvida, hoje em dia o ar que se respira no interior das aeronaves é tão limpo quanto em uma sala de cirurgia, garantem especialistas no assunto. Bactérias, vírus e fungos são eliminados através de fitros especiais. Mas o Boeing 787 vem equipado com um sistema adicional de filtragem, que também retira partículas e odores do ambiente. Afora isso, a umidade do ar no interior deste avião é mais alta do que nas demais aeronaves. Portanto, o passageiro não corre o risco de irritações na garganta e secura nos olhos, segundo promete a Boeing. 

Consumo e barulho: o Boeing 787 consome 20% menos combustível que as outras aeronaves do mesmo tamanho, o que o torna mais econômico e mundialmente mais “simpático e amigável”. Além disso, é mais silencioso, para o bem-estar dos passageiros e dos que moram em torno dos aeroportos. Com isso, a fabricante afirma que a poluição sonora aérea externa causada por um Boeing 787 não passa dos 85 decibéis permitidos; este é o barulho nos cruzamentos de estradas de intenso movimento. Na decolagem, em comparação com as outras aeronaves, o barulho causado pelo Boeing 787 foi programado para ser 60% inferior.

Fotos fornecidas pela Boeing

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