Em setembro, quando faltavam poucos dias para completar 60 anos de idade, o cantor inglês não se esquivou de nenhuma pergunta. Disse que o envelhecimento não o preocupa e que “agora não preciso ser eu”.

É difícil reconhecê-lo em um primeiro olhar: os cabelos devem ter sido cortados bem rentes há pouco e agora, no alto da cabeça, brotam muitos “espinhos” grisalhos de sua pele queimada pelo sol. Sting parece um monge budista em figurino fashion  – casaco de tricô cinza-escuro e calças pretas. Um experiente e ascético homem, que vai completar 60 anos de idade (nasceu no dia 2 de outubro de 1951) e que, apesar das rugas profundas formadas em torno de sua boca, não parece ter a idade que tem.

A descrição é do jornalista alemão Martin Scholz, que encontrou o cantor na biblioteca de uma luxuosa torre residencial nas proximidades do Central Park West, onde ele é dono de um apartamento. No edifício moram astros de cinema, investidores financeiros e cantores de rock. No hall de entrada, a decoração é feita de muito mármore. Quem entra e quem sai é controlado por vários porteiros, que impõem respeito pela postura e pelo tamanho.

Sting é, há mais de 30 anos, “um inglês em Nova Iorque”. Afora isso, tem uma casa na Califórnia, em Wilshire, outra na Inglaterra, e mais uma na Toscana, na Itália. Scholz conta que, ao longo da entrevista, o músico lhe passou a impressão de ser um espírito nômade – recém tinha terminado uma turnê e já estava se preparando para a próxima. Aberto, cheio de bom humor e tranquilo. Ao mesmo tempo, de alguma forma, bastante agitado.

Publicada na Berliner Zeitung, a entrevista começa amena, mas o jornalista não perde a oportunidade de pedir que Sting explique algumas decisões que tomou ao longo de sua carreira. É o caso do concerto realizado no Usbequistão, país que está nas mãos de um ditador. Além disso, Scholz insiste em saber como sente o envelhecimento. Quer saber se perdeu a inspiração para compor, porque vem se repetindo, interpretando sempre as mesmas já velhas canções. Um detalhe: os dois se tratam de “senhor”, o tempo todo.

Martin ScholzSting, o senhor vive há quase 30 anos principalmente nos Estados Unidos e em sua terra natal, que é a Inglaterra.  Eu gostaria de lhe propor um teste de associação para descobrir até que ponto ainda se sente inglês…

Sting – Oh Deus.

ScholzVou citar algumas características norte-americanas e inglesas. O senhor me diz quais delas lhe dizem mais

Sting – Está bem. Pode mandar bala.

Scholz – Chá ou café?

Sting – Café! Sim, café! E, por favor, não me olhe assim tão surpreso. Sei que em Englishman in New York canto que “I don’t drink coffee, I take tea my dear“ (não tomo café, tomo chá minha querida). Mas essa música não fala de mim, embora muita gente acredite que sim. Seu personagem é o ator inglês Quentin Crisp, homossexual que viveu durante muito tempo em Nova Iorque. Ao contrário dele, amo café, especialmente o Espresso.

ScholzNew York Times ou The Guardian?

Sting – Leio os dois, todos os dias.

Scholz – Central Park ou Hyde Park?

Sting – Como o senhor pode ver, quando estou em Nova Iorque, meu lugar é o Central Park. Está mais próximo de mim que o Hyde Park.

ScholzO rio Hudson ou o Tyne em Newcastle?

Sting – O Tyne.

ScholzMas de Nova Iorque o Tyne está tão distante quanto o Hyde Park do Central Park.

Sting – Sei, mas o rio mexe com algumas das minhas lembranças mais remotas.  Nasci em Newcastle e posso dizer que minha primeira visão do mundo foi praticamente o Tyne. Nossa casa ficava a cerca de 20 metros do Tyne. Continuo vendo o rio e os enormes navios que navegavam por suas águas pelos olhos da minha alma. São imagens que se plantaram na minha memória a ferro e fogo. São muito importantes para mim.

Scholz Philip Roth ou Ian McEwan?

Sting – Gosto muito dos dois, não posso escolher um deles.

Scholz Jürgen Klinsmann, o novo treinador da seleção de futebol dos Estados Unidos, ou Fabio Castello, o treinador do time inglês?

Sting – Klinsmann. Nesta questão não preciso pensar muito.

ScholzPor que não?

Sting – Porque ele é alemão. Não, falando seriamente: Klinsmann é uma personalidade inspiradora. É um homem com caráter. Eu admiro o que ele conseguiu. Estou fortemente convencido de que ele vai melhorar muito o futebol norte-americano. Klinsmann é inteligente e sabe estimular as pessoas para que possam mostrar o melhor de si. Sou um fã de Klinsmann.

ScholzJames Bond ou Jason Bourne?

Sting – James Bond, por favor!

Scholz Harold Pinter ou Edward Albee?

Sting – Pinter.

Scholz- Prefere dirigir do lado direito ou do lado esquerdo da rodovia?

Sting – Fico sempre em estado de confusão mental quando volto à Inglaterra depois de um longo tempo nos Estados Unidos. Então todas as vezes sou obrigado a perguntar:  “De que lado da estrada estamos andando”? Para mim, os fabricantes deveriam arrumar um jeito de colocar a direção no meio do carro.

Scholz – Também seu aniversário de 60 anos, no dia 2 de outubro, o senhor vai comemorar nos Estados Unidos, não na Inglaterra, com um concerto no New Yorker Beacon Theatre, dividindo o palco com Bruce Springsteen e Lady Gaga.

Sting – Sim, vou entrar no palco do teatro quando em Nova Iorque forem exatamente 20h30min do dia 1 de outubro, enquanto na Inglaterra os relógios marcarão 1h30min da madrugada do dia 2. Portanto, em Nova Iorque, eu já estarei completando 60 anos no dia 1.

Scholz –O senhor festeja seu envelhecimento publicamente. O que significa chegar aos 60?

Sting – Ter 60 anos é um marco gigantesco na vida de qualquer pessoa. Muitos de meus amigos morreram antes. Visto desta maneira sinto-me feliz por chegar a essa idade. E, por isso, quero festejar, com minha família e meus amigos no palco, o fato de ter me tornado sexagenário. Parados lá em cima, vamos comemorar tocando nossa música. Eu não poderia imaginar cenário melhor.

ScholzSentir alegria por continuar vivo é um lado da questão. Mas chegar aos 60 também significa que já não se é jovem.

Sting – Pode ser que fique deprimido no dia seguinte.  No entanto, duvido que isso vá acontecer.

Scholz – Gosta de ver o que o espelho lhe mostra de manhã?

Sting – Não pareço velho!  Mas tenho na memória as lembranças de um homem de 60 anos. Isso vai me ocupar muito na próxima etapa da minha vida, me harmonizando com a realidade de que o tempo não para e que, passando, vai deixar seus efeitos em mim. Acredito que vou conviver bem com isso.

Scholz – Não sente nenhum tipo de medo diante do envelhecimento?

Sting – Espero que possa me divertir e ser feliz nesta fase da minha vida. Não quero ficar doente, espero que possa, ainda durante muito tempo, movimentar-me de forma independente e cheia de energia. Até agora a música me manteve jovem.

ScholzDe qualquer maneira, na sua área de trabalho, isso não é tão tranquilo. Tanto que canções dos pioneiros do rock demonizavam o envelhecimento. A lista é longa, mas vou dar alguns exemplos:  What a drag it is getting old (que merda é ficar velho);  Hope I die before I get old (Espero morrer antes de ficar velho); Too old to Rock ’n’ Roll, too young to die (Velho demais para o Rock´n´Roll, jovem demais para morrer).

Sting – E isso é curioso. Curioso, porque a maioria dos músicos autores das letras que acaba de citar – Mick Jagger ou Pete Townshend – ainda estão vivos e ativos. Comigo a coisa é um pouco diferente. Mesmo que a música me tenha mantido jovem, por outro lado sempre me senti mais velho do que era na realidade. Na cabeça, nas minhas ideias, sempre fui velho, mesmo quando era adolescente. Sempre levei tudo muito a sério, voltado para mim mesmo. Assim, o fato de envelhecer no mercado pop não quer dizer que pessoalmente vai me acontecer uma mudança drástica, porque nunca fui um selvagem, o eterno Rock ’n’ Roll-Typ. Em minhas composições sempre tentei imaginar como seria ficar mais velho. Agora que isso está acontecendo não me parece tão estranho. De certa forma, eu me preparei para isso. É importante experimentar seu fim.

ScholzAgora o senhor  fala como o persongem de Billy Crystal em Harry e Sally, quando ele quer impressionar Meg Ryan dizendo que pensa constantemente na morte.

Sting – Mas é meu grande objetivo – e minha grande demonstração de egoísmo -, morrer bem. Também para mostrar aos meus descendentes e fãs como se faz. Infelizmente, só não sei ainda como isso acontece. Não posso achar nada de errado no fato de tentar, e treinar, a aceitação do envelhecimento.

ScholzA maioria das pessoas faz exatamente o contrário. Treina o rejuvenescimento. Como treina o envelhecimento?

Sting – Penso que deveríamos refletir sobre a importância de uma vida plena e sobre como imaginamos que seja uma vida longa. Gostaria de ficar mais velho, ainda não gostaria de morrer. Escrever canções sobre isso é como um tipo de meditação. Não posso imaginar um tema mais interessante do que a morte para um autor, indiferente se em músicas pop ou em romances. A imaginação da morte é, quando visto através do olhar de um artista, incrivelmente inspiradora.

ScholzPara alguns de seus colegas, este tema tomou ares nostálgicos. Kurt Cobain, um pouco antes de se matar, escreveu I hate myself, I want do die (eu me detesto, eu quero morrer).

Sting – Não é o que eu penso. Mas entendo que no fim de nossa vida vejamos essas fronteiras definitivas, isso torna a vida mais cheia de valor, mais significativa.  A morte é uma coisa terrível, mas também significa que cada minuto vivido é importante. Quando somos jovens nos sentimos eternos, constantemente desperdiçamos um tempo, uma hora, uma semana, um ano. Não quero desperdiçar o meu tempo. Cada hora é importante, porque sinto que já não há muitas sobrando como naquele tempo em que tinha 20 anos.

ScholzO senhor ainda é integrante da Anistia Internacional?

Sting – Claro. Por que pergunta isso?

ScholzO jornal The Guardian criticou  o senhor de forma muito dura depois que, em 2009, fez concerto no Usbequistão. A apresentação foi organizada por Gulmara Karimowa, a filha do déspota  Islam Karimow. Por que aceitou o convite?

Sting – Não acredito mais – como acreditava – na eficiência dos boicotes culturais. Quando boicotamos um país como o Usbequistão, onde os direitos humanos são desrespeitados, a gente estimula com isso mais isolamento, a paranoia se fortalece. Eu havia me informado sobre o país, sabia que Karimow não se empenha pelos direitos humanos, mas regimes tão repressivos só se modificam com a troca de ideias através da negociação.

Scholz – Agora o senhor está falando como os executivos, que há milênios falam da “mudança através da negociação” para justificar seus negócios com um déspota.

Sting – Eu me refiro também à troca de ideias entre artistas.  Mas sempre há exceções.  Há poucos meses recusei o convite para fazer um concerto em Castana, a capital do Casaquistão. Por quê? O governo tinha vetado o direito à greve dos que trabalham na extração do petróleo. Quando, apesar disso, os trabalhadores entraram em greve, foram espancados e presos. Eu deveria fazer me apresentar para uma elite política em Castana. Recusei.

ScholzEssa recusa foi elogiada em muitos veículos de comunicação. Mas agora a pergunta é por que não recusou o convite do Usbequistão, cujo regime também sistematicamente desrespeita os direitos humanos, segundo dados da Anistia Internacional?

Sting – O concerto no Usbequistão foi realizado em benefício de organizações que acolhem crianças desamparadas. E ele foi, o senhor está correto, organizado pela filha do ditador.

ScholzSeu argumento não convenceu o ex-embaixador britânico no Usbequistão. Ele o acusa de, simplesmente para ganhar dinheiro, ter se prestado a tocar para a elite de um regime cruel.  E pergunta: “Este homem está completamente louco?” O que responde a isso?

Sting – Fui ao Usbequistão porque o país despertou meu interesse. Gulmara Karimowa é, além disso, uma mulher muito interessante, muito bonita. Ao pai dela certamente não teve qualquer importância se toquei lá ou não. O que mexeu com o humor das pessoas que me criticam é o fato de eu ter sido pago para fazer o concerto. Isso os enfureceu.  Estão erradas. Acredito que deveríamos tocar nestes países e, através disso, ajudá-los a se abrirem. Acredito na força da música e sei do que estou falando: na época de Pinochet, toquei no Chile; toquei também na Argentina no tempo em que era governado por uma junta ditatorial. Não me arrependo disso. De nada disso. Antes de cada uma das apresentações recebi informações dos especialistas da Anistia Internacional sobre a situação nestes países. Assim, sabia o que encontraria.

Scholz – Também naquela época o senhor foi duramente criticado.

Sting – Sim. Mas durante minha visita ao Chile fiz grandes amigos, entre eles, as mães dos desaparecidos. São mulheres cujos maridos ou filhos foram mortos durante o regime Pinochet. Mais tarde escrevi uma canção sobre elas. No tempo de Pinochet, ela foi proibida no Chile, mas depois da queda do ditador a música ganhou um dois prêmios culturais mais importantes do país. Se, naquele tempo, tivesse me recusado a tocar no Chile, como protesto contra Pinochet, esse teria sido um gesto vazio. Para os ditadores não interesse se artistas como eu tocam em seu domínio ou se, para protestar, não tocam.

Scholz – O senhor escreveu muitas letras de cunho politico, como Russians, composta durante a Guerra Fria. Sombria, difícil de ouvir. Sua única esperança, na época, era que também os russos amassem seus filhos. Teria coragem de cantar esta canção agora se fizesse um concerto em St. Petersburg ou Moscou?

Sting – Já fiz isso muitas vezes. De qualquer maneira, sempre esclareço, antes, em qual clima político ela foi composta. No começo dos anos oitenta, na New York University, pude ver como um amigo cientista captava o sinal da TV soviética. Terrível. A programação incluía espaços para as crianças. Foi isso que me inspirou para compor a canção.

ScholzPessoas que produzem programa para crianças não podem ser más?

Sting – A canção respira o espírito que dominava aqueles anos. Dos dois lados foram construídos cenários ameaçadores. O inimigo foi demonizado. Não tenho qualquer tipo de problema em, hoje, me parar diante de uma plateia russa e explicar isso.

Scholz – E como o público reage?

Sting – Os russos amam Russians. Também lhes agrada que tenha sido inspirada em melodia de Prokofiew (ver letra da música no final da entrevista).

ScholzAo longo dos últimos anos, o senhor tem visitado muito o próprio passado, o que já foi. Escreveu uma autobiografia, saiu em turnê com The Police, sua ex-banda, e tocou todos os sucessos. Depois disso, viajou com sua orquestra pelo mundo tocando novamente as velhas canções. Em outubro vai ao palco com uma solo-band, outra vez com seus maiores sucessos. Nos últimos oito anos não escreveu nenhuma canção. Perdeu a inspiração?

Sting – Não vejo nada de ruim no fato de repetir todas aquelas canções que escrevi até agora. Até, porque hoje consigo vê-las e interpretá-las de outra forma.

Scholz – Quando jovem, o senhor disse que olhar para trás e nostalgia são coisas tristes, que preferia olhar para frente.

Sting – Nos últimos oito anos, eu não senti a obrigação ou a pressão interna para me expressar. Não me arrependo de ter tocado as minhas velhas canções em vez de compor.

Schol – Ou interpreta músicas de colegas. Quando Bruce Springsteen, logo depois de completar 60, no Kennedy-Center, teve presença de Barack Obama na plateia, o senhor tocou a música The Rising em sua homenagem. Há momentos nos quais diz: Homem, algo assim eu também gostaria de escrito?

Sting – Bruce é um amigo muito bom e querido. Sinto-me sempre muito próximo dele de várias maneiras. Reconhecê-lo dessa forma foi para mim uma honra inteiramente especial. The Rising é a canção que mais amo de todas as que ele compôs. Ele descreve o atentado terrorista do 11 de Setembro do ponto de vista de um bombeiro que, no meio do fogo, acha um caminho para socorrer vítimas nas torres do World Trade Center. Amo as metáforas dessa letra. É uma canção sobre a morte, mas também sobre o renascimento. Vem da mais profunda escuridão, mas logo brilha em uma imagem cheia de esperança, que te levanta. Fiquei imensamente feliz,quando me disse, depois do concerto, quanto havia gostado da minha versão.

Scholz – Se não tivesse gostado teria contado ao senhor?

Sting – Provavelmente não. Mas eu teria notado.  Para isso nós dois nos conhecemos bem demais. Ele estava muito comovido. Era um bom momento na nossa vida

Scholz – Em 1988, vocês se conheceram em uma turnê pela Anistia Internacional. O legendário promoter Bill Graham apresentou os artistas em categorias. Os “vegetables“ eram os performáticos intelectuais, como o senhor e Peter Gabriel. E o “the beef“  era Bruce Springsteen. Isso incomodou o senhor?

Sting – Nem um pouco. Até achei divertido. Importante mesmo foi que, no final, nos colocaram um lauto jantar sobre a mesa. Ou não?

Scholz – Algum dia chegou a pensar sobre um trabalho em conjunto com Springsteen? Escrever canções com ele?

Sting – Não sei. Bruce e eu vivemos em universos bem diferentes, longe um do outro. Somos amigos e nossas famílias também. Agora volto a cantar com ele no meu aniversário. Mas um álbum em comum, canções a dois? Não sei. Melhor não.

Scholz – Por que não?

Sting – Ele não precisa de mim. Além disso, neste momento, não posso imaginar nenhuma oportunidade de isso acontecer. Mas quem sabe. Pode ser que algum dia façamos alguma coisa juntos. Nos últimos anos, voltei a escrever muito seriamente, de qualquer maneira são canções para uma peça de teatro. Também não escrevo a partir da minha perspectiva, não para a minha voz, mas para outros, jovens mulheres e homens mais velhos. É uma pequena produção musical, mas não a chamo de musical porque não gosto da palavra. Esse trabalho me libertou realmente.

Scholz – Libertou de que?

Sting – Não preciso mais ser eu. Não estou mais certo se ainda gostaria de dizer algo na minha voz. Agora tenho mais interesse em aceitar os pontos de vista das outras pessoas.

Scholz – Do que se trata na peça?

Sting – Escrevo sobre o meu dia de nascimento, Newcastle e o rio Tyne, sobre os navios. Estamos procurando atores, estamos fazendo testes.

Scholz – Então o senhor vai dirigir uma peça sobre a sua vida?

Sting – Não. O que está imaginando!… Só escrevo.

Russians:

moscou 11345102In Europe and America/There’s a growing feeling of hysteria/Conditioned to respond to all the threats/In the rhetorical speeches of the Soviets

Mister Krushchev said, “We will bury you”/I don’t subscribe to his point of view/It’d be such an ignorant thing to do/If the Russians love their children too

How can I save my little boy/From Oppenheimer’s deadly toy?/There is no monopoly of common sense/On either side of the political fence

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There is no historical precedent/To put the words in the mouth of the president?/There’s no such thing as a winnable war/It’s a lie we don’t believe anymore

Mister Reagan says, “He will protect you”/I don’t subscribe to his point of view/Believe me when I say to you/I hope the Russians love their children too

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