Essa é de Lenny Kravitz e duvido que agrade aos fotógrafos: o músico norte-americano está colocando limites. Admite que cliquem à vontade, mas de agora em diante vai autorizar a divulgação de apenas uma foto, que terá que passar pela análise dele. E esta foto só poderá ser publicada uma vez. E nunca mais.

Portanto, Kravitz entende que, embora as fotos tenham tiradas com a máquina fotográfica de profissionais que se dedicam a essa arte, as fotos lhe pertencem, porque reproduzem a sua imagem. Ele anunciou esta sua forma de ver a questão há poucos dias, em Londres, onde se apresenta em turnê.  Pegou muito mal na Grã-Bretanha e em outros países da Europa.

Na Alemanha, a Associação de Fotógrafos deplorou a atitude de Kravitz e está propondo um boicote, informa o jornal Welt: que daqui para frente tratem os concertos dele como se não estivessem acontecendo. Para Michael Konken, representante da justiça federal, o músico está equivocado, porque somente o autor das fotos têm direitos sobre elas. Por isso, sempre impedir sua publicação, Lenny Kravitz estará incorrendo obrigação de pagar direitos autorais.

Mas há juristas para os quais essa questão tem vários lados. “Os músicos têm direito à própria imagem”, dizem, com base na lei, e, quando se trata de um concerto, esse é um direito também de quem o promove. Mas como ficam os fotógrafos, que, ou trabalham para um veículo de comunicação, ou vivem da venda das fotos a quem esteja disposto a comprá-las? Bem, se lhes for apresentado um contrato, podem assiná-lo ou não e, então, podem fotografar ou não. Simples, assim. Lenny Kravitz conseguiu armar uma senhora polêmica.

Foto da Warner Music Group

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