A humanidade na gôndola

Liu Bolin é um artista chinês. As obras que compõe são instalações que nada têm de trivial, embora sua matéria-prima seja tão banal quanto uma seleção de legumes, frutas e verduras.  A mais recente delas desafiou o olhar e a percepção dos clientes de um supermercado em Beijing, a capital da China. O resultado está na foto (Reuters).

Para chegar a ele, Liu Bolin gastou 10 horas de seu dia e de dois ajudantes.  Além de pedir que o espectador visualizasse a figura humana escondida entre os hortifrutigranjeiros expostos na gôndola, o artista quis que ele também encontrasse as outras imagens presentes na instalação, acompanhando a distribuição dos produtos ao longo do corpo humano.

Brincadeira? Sim. Liu Bolin brinca desde 2005. Mas consegue ser instigante.  Através de sua arte, ele também propõe um debate sobre a sua identidade humana e os efeitos que têm sobre ela o que cria, produz e coloca à venda. Até que ponto ele se confunde com seus produtos? Esta é a questão.

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