Agora ela vem aí protagonizando A Dama de Ferro. É Meryl Streep, interpretando no cinema o papel de Margaret Thatcher, que foi primeiro-ministro da Grã-Bretanha e ficou mundialmente famosa por seu conservadorismo na condução do governo. O filme tem estreia marcada para janeiro de 2012. Em exibição “clandestina”, ele já foi visto por alguns críticos, que não pouparam elogios à atriz, afirmando que ela encarna a personagem de forma absolutamente convincente.

Em contrapartida, integrantes da família da ex-primeiro-ministro reclamam do que consideram uma indignidade. Eles afirmam que foram enganados. Acreditavam que o filme começaria ambientado no ano de 1982, no período imediatamente anterior à Guerra das Malvinas. Na sequência, mostraria a vitória da Inglaterra sobre a Argentina, fato que garantiu a Thatcher o consenso político necessário para a conquista do segundo mandato. No entanto, a primeira cena mostra a “dama de ferro”, que sofre de demência senil, falando de sua carreira ao marido Denis, sem dar-se conta de que ele já está morto há anos. 

A diretora Phyllida Lloyd, que dirigiu Meryl Streep também no musical Mamma mia, se defende das acusações. Diz que não quis fazer um “filme político”. Aliás, nem quis fazer uma biografia cinematográfica nos moldes tradicionais. Seu desejo foi contar “uma história humana”, sem intenção de avaliar os erros e acertos de Thatcher. “Não quis julgar se o que fez foi correto ou não”. Independentemente das reclamações e explicações, os fãs de Meryl Streep vão ter a chance de vê-la em mais um desempenho. Até hoje, ela nunca desapontou.   

A produtora Pathé, empresa francesa radicada no Reino Unido, tenta controlar a polêmica. “É verdade que o filme é ambientado no passado recente e que a baronesa Thatcher recorda  os altos e baixos de sua carreira política”, afirma. Mas acrescenta que “o filme trata do poder e do preço que se deve pagar para tê-lo. E, mesmo que se trate de uma obra de ficção cinematográfica, a abordagem é justa e meticulosa; além disso, o tema doença é tratado de modo apropriadamente sensível”.

Margaret Thatcher está com 86 anos de idade. Não aparece em público desde 2002, seguindo conselhos de seus médicos. Sofre de demência senil há vários anos, segundo revelou sua filha Carol em 2008, quando publicou as memórias da mãe.

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