Abre o olho Brasil! A Copa de 2014 vem aí e o aeroporto de Guarulhos, importante na conexão com os outros estados que terão jogos, está entre os dez piores de uma lista divulgada pela CNN.

Quem viaja muito sabe que existem eroportos modernos, de sofisticada arquitetura, banheiros rigorosamente limpos e uma equipe de profissionais em terra que atende os passageiros com muita gentileza e educação. Mas estão longe de serem a regra. Pelo contrário. Pelo mundo afora, o viajante também encontra aeroportos em que precisa exercitar a tolerância com os serviços deficientes e as acomodações sem conforto nas salas de espera. E pior, encontra aqueles da categoria aqui nunca mais.

Estes são realmente horríveis. Localizados no interior da China, da Rússia ou da África,  foram construídos há décadas e nunca ganharam uma verdadeira reforma para adaptá-los ao aumento do número de passageiros. Por isso, suas condições técnicas e sua infraestrutura deixam praticamente tudo a desejar. Martirizam quem chega e martirizam quem parte.

Atento a isso, o portal de notícias CNNGo encomendou uma pesquisa para saber quais são os dez aeroportos mais detestados do planeta. O resultado se baseia em boletins de viagens, no foros realizados via internet e nas lembranças de pessoas que enfrentaram situações verdadeiramente traumáticas. A CNN salienta que alguns desempenham papel importante no transporte intercontinental e que alguns já foram até premiados. Mas merecem estar na lista dos mais odiados do planeta porque suas deficiências já causaram muita raiva e muita crítica negativa.

Este é o caso – pasmem! – do Cumbicas, aeroporto internacional localizado em Guarulhos, Sâo Paulo, por onde passam 30 milhões de passageiros anualmente. Embora  classificado como o terceiro melhor da América do Sul no World Airport Awards 2011, na relação da CNN ele ocupa o décimo lugar entre os piores do mundo. Os problemas mais apontados: as longas filas que se formam diante dos guichês para o check-in e a frequente troca de portão de embarque, quase sempre não comunicada (pelo menos para os estrangeiros). A falta de pontualidade na decolagem também é motivo de reclamações: de 100, apenas 41% das aeronaves partem na hora programada e apenas 59% aterrissam conforme o plano de voo.

Os outros da lista

E pasmem de novo! Quem encabeça a lista dos mais detestados é o Charles de Gaulle, de Paris, na França. As queixas: além de sujos, nos banheiros também faltam assentos nos vasos; problemas nos  scanners dos tickets; falta de guichês para informações; e passageiros que ficam nas filas erradas, porque os funcionários do aeroporto são desleixados, para não dizer arrogantes. Segundo um passageiro estressado, quando se espera por um voo de conexão no Charles de Gaulle vive-se uma situação que se compara com estar nas mãos da polícia.

O segundo lugar nesta lista é do Los Angeles International Airport, de Los Angeles, nos Estados Unidos. Para muitos, é um mistério que o LAX consiga dar conta de 1700 decolagens e aterrissagens diárias, porque o prédio, em forma de Donut, é muito pequeno. Quem passa por ele afirma que é um teste de capacidade cardíaca.

O London Heathrow, de Londres , na Inglaterra, é outro caso sério. Muitos afirmam que para sair dele o viajante leva mais tempo que o voo de Madri a Londres. O LHR simplesmente não consegue administrar tanta gente e o projeto para um sexto terminal não sai do papel. O parque de estacionamento não atende à demanda, as esteiras onde os passageiros pegam suas malas estão frequentemente estragadas e as filas diante dos controles de segurança estraçalham os nervos.

Com algumas variações, os problemas se repetem nos outros seis aeroportos listados pela CNN  como os piores do mundo. Sobre o Toncontín International, de Tegucigalpa, em Honduras,as queixas apontam a sujeira e a rispidez dos funcionários como deficiências. Pior que isso: dentro da aeronave, o passageiro se pergunta se o piloto conseguirá estacionar o Boeing 757 antes de chegar ao fim da pista, rodeada de montanhas e 957 metros acima do nível do mar. O Toncontin é o quarto da lista.

Em quinto está o Ninoy Aquino International, de Manila, nas Filipinas. Em 2011, o NAIA está completando 70 décadas, mas sem o charme dos anos setenta. Problemas: a cobertura do terminal 1 implodiu; o aeroporto foi eleito como o pior do mundo por quem precisa de uma boa noite de sono; greve dos funcionários em terra paralisou tudo; malas de passageiros foram roubadas; os banheiros são sujos, faltm assentos nos portões de embarque; garrafas de água descartadas são reaproveitadas para serem vendidas como novas nas lojas; e defeitos nas cadeiras de rodas.

O aeroporto Jomo Kenyatta International, de Nairobi, no Quênia, ocupa a sexta posição entre os dez mais detestados. Mesmo que desde 2005 tenham sido investidos 100 milhões de dólares em sua ampliação e modernização, o KKIA ainda não conseguiu acabar com as longas filas, a frequente queda de energia, a falta de assentos nas salsa de espera antes do embarque e a falta de banheiros – com acesso apenas através de várias escadas. Além disso, os restaurantes são caros.

Mas essa lista tem uma segunda participação norte-americana. É o  John F. Kennedy International, de Nova Iorque. Em sétimo lugar, está enfrentando a rejeição de viajantes que preferem embarcar e desembarcar em Newark. Ali, pelo menos, a equipe responsável pelo atendimento em solo é gentil e menos pessoas tentam enganá-los apresentando-se como motoristas de taxi.

O oitavo lugar é do Tribhuvan International, de Kathmandu, no Nepal. É muito pequeno. Ali, as partidas e chegadas dependem das condições do tempo. Os banheiros são muito sujos e faltam informações sobre os horários de voo. O caos é diário.

E ainda antes do aeroporto de Guarulhos, o Perth Airport, de Perth, na Austrália, comparece em nona posição entre os odiados. A CNN diz: “Se existe uma coisa que os australianos realmente amam é essa, odiar aeroportos”. Perth, no oeste do país, é servido por um aeroporto que tem dois terminais domésticos – com duas horas de espera na fila dos taxis –, uma demora que parece eterna para chegar ao check-in e salas de espera muito despojadas. A cinco quilômetros dali, o terminal internacional é um pouco mais confortável.

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