Bonner e Fátima no ar

Há quantos anos? Não sei, mas é um bocado de tempo. Como aconteceu com Cid Moreira, o casal William Bonner e Fátima Bernardes está tendo vida longa na apresentação do Jornal Nacional na TV Globo. Não há nada de ruim nisso. Pelo contrário. Uma das virtudes dessa rede de emissoras de televisão é a permanência dos rostos que escolhe para representá-la, o que, de certa forma, vai na contramão do que ocorre nas outras telinhas.

Mas de nada adianta isso quando essa permanência insiste também no erro, que pode ser a ausência de um padrão na pronúncia de nomes estrangeiros. Exemplos: quando a notícia se refere a Michael Jackson, Bonner e Fátima dizem Maikel Djécson. Correto. Quando se refere a Demi Moore, pronunciam Demi Mur. Correto também. E por que dizem Vetel e não Fetel quando o foco é o piloto alemão de Fórmula 1? Aliás, o repórter que nesta terça-feira fez a matéria com ele para o Jornal Nacional não teve desempenho melhor. Depois de fazer mais uma reverência a Airton Senna – o alemão já se disse grande admirador dele -. ele aproveitou o embalo para declará-lo herdeiro de características do brasileiro no volante…Pelo jeito, Senna deu muita aula psicografada de suas habilidades em terras germânicas.

De uns tempos para cá, o risonho Sebastian Vettel está praticamente todas as semanas nas manchetes esportivas. Os jornalistas da Globo ainda não se informaram sobre como se pronuncia o nome dele? Bota falta de cuidado nisso. Querendo ser generosa, até posso lhes dar um desconto, levando em conta que o inglês é a língua mais falada no mundo de hoje, mas não acredito que na emissora não haja alguém em condições de explicar que a letra V tem o som de efe na língua que se fala na Alemanha e – pasmem! – também em muitos lares brasileiros.

A insistência nesse erro machuca os meus ouvidos. Machucaria também se pronunciassem Mixael em vez de Maikel, Spears em vez de Spirs e Roosevelt em vez Rusvelt. Por favor, Bonner e Fátima, trabalhem também nesse aspecto com uma característica sem a qual não se é jornalista: a curiosidade. Diante de um nome estrangeiro sejam curiosos. Pelo menos. E antes de ocuparem seu lugar atrás da bancada do Jornal Nacional perguntem como se pronuncia. Alguém há de saber.  Vais lhes fazer bem, porque passarão a impressão de serem mais cultos do que são.

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