Imprensa oportunista

O que é informação e onde começa a provocação? Essa é a pergunta que o jornal Welt, da Alemanha, faz hoje, abrindo matéria sobre o duplo sentido da capa da Newsweek desta semana – “The First Gay President”.  E a revista norte-americana tem concorrência: The New Yorker circula mostrando uma das fachadas da Casa Branca pintada com as cores do arco-íris. É a imprensa explorando um tema que desagradou a muitos eleitores norte-americanos na semana passada: a declaração de apoio, feita pelo presidente Obama ao casamento entre homossexuais. 

Barack Obama não cultiva uma longa barba. Caso a tivesse teria que colocá-la de molho. Já que nos Estados Unidos o voto não é obrigatório, ele corre o risco de não se reeleger se os eleitores democratas não forem às urnas, deixando a escolha do próximo presidente do país a cargo dos conservadores. Os republicanos certamente aprovaram as duas capas e torcem para que a provocação – também interpretada como declaração de apoio a Obama – contribua e leve seu candidato, Romney,ao Salão Oval da Casa Branca. Estes certamente votarão em massa.

Aliás, a possibilidade de Obama não se reeleger já foi prevista por jornais alemães no ano passado, por outros motivos. Entre eles, a frustração dos eleitores, causada pelo não-cumprimento de promessas de campanha: não resolveu o caos gerado pelo intervencionismo militar do governo Bush, falhou na economia e, para piorar a situação, muitos norte-americanos acreditam que, abaixo da aparência de homem ocidental, ele esconde, na verdade, um muçulmano.

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