A palavra usada como arma

Sem papas na língua. Assim era Hugo Chávez. Direto, sem meias palavras. Detestado por muitos como histriônico. Ridículo. Amado por outros tantos e mais, também fora da Venezuela, como aquele que teve a coragem de enfrentar o que muitos consideram o inimigo comum: Estados Unidos e os aliados de sua política imperialista. Essa postura produziu agulhadas cheias de veneno:

 bush– Em 2006, o alvo o alvo foi George W. Bush. E não economizou palavras ofensivas. Falando diretamente ao então presidente dos Estados Unidos, ele disse: “O senhor é um asno, Mister Danger (Senhor Perigo). O senhor é um burro, senhor George W. Bush. O senhor é um covarde, um assassino (um coautor de assassinatos), um genocida, um alcoólatra, um beberrão, um mentiroso, uma pessoa imoral, Mister Danger. O senhor é o pior, Mister Danger. O pior do que existe neste planeta. Um doente mental, sei disso.”

clinton– Quando foi criticado por Hillary Clinton, que fazia um tour pela América Latina como secretária de Estado do governo Obama, ele declarou: “Não sou amado por Hillary Clinton e também não lhe tenho amor”.

– Em 2011, no Dia Mundial da Água, declarou que o capitalismo foi, provavelmente, responsável pelo fim da civilização no planeta Marte: “Eu sempre disse que seria interessante se tivesse havido capitalismo em Marte. Mas talvez o capitalismo e o imperialismo tenham chegado lá e tenham destruído o planeta”.

riceCondoleezza Rice, secretário de Estado do governo Bush, foi alvo no programa radiofônico semanal Alô Presidente, depois de declarar que “a Venezuela é uma ameaça à democracia e bola fora no que se refere ao Irã”. Chávez respondeu fazendo-se poeta: “Não te esquece, menininha. Sou como aquele arbusto espinhoso que floresce de forma imperceptível. Ofereço meu perfume aos que passam e espeto aquele que me sacode. Não te aproxima de mim, Condoleezza. Não toca em mim, menininha”.

blairTony Blair, primeiro-ministro da Grã-Bretanha e aliado de W. Bush quando este decidiu invadir o Iraque, também foi alvo de Chávez. Em 2006, quando Blair fez advertência sobre a obediência às regras da sociedade internacional, sua resposta foi imediata, lembrando que ele havia desrespeitado essas regras ao invadir o Iraque: “Não seja atrevido, senhor Blair. Não seja imoral, senhor Blair. O senhor é um daqueles que não têm moral. O senhor não é daqueles que têm o direito de criticar o comportamento de qualquer outro em relação às regras da comunidade internacional”. Não contente, acrescentou: “O senhor é um colonizador imperialista colado ao Danger Bush-Hitler, o número um quando se trata de assassinatos em massa e atentados no planeta. Vá para o inferno, senhor Blair”.

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2 comentários em “A palavra usada como arma

  1. Maria Wagner, lembrei de ti: pohttp://exame.abril.com.br/ciencia/noticias/8-mulheres-brilhantes-que-fizeram-a-ciencia-avancar#2. Não tenho teu e-mail, tive problemas com o HD do computador quando vim para Londres. Se puder, entra em contato. abraço.

    1. Olá, Keli. Andei à tua procura. Visitei teu site. Imaginava que estarias em Londres. Tudo bem contigo? Meu e-mail: mariawledur@gmail.com. Me escreve dando notícias de lá. Sei que tens o teu espaço, mas se quiseres publicar algo no meu blog, que não costumas abordar, eu adoraria. Beijos. Quanto tempo vais ficar por lá?

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