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Quem faz a pergunta ao prefeito são os moradores da área próxima à Rua Eça de Queirós, começo do bairro Petrópolis, em Porto Alegre. Ali, quase em frente ao restaurante Barranco, eles foram surpreendidos por um fato bem estranho: o sumiço de uma parada de ônibus. Agora, quem depende desse tipo de transporte coletivo é obrigado a percorrer uma distância maior que a existente entre as demais paradas, descendo até a Rua Vicente da Fontoura ou subindo – o que exige reforço redobrado dos idosos – até a Langendock.

001A reforma que a Secretaria de Obras do município está fazendo no corredor de ônibus é necessária. Ninguém discorda disso. O que se pode constatar ao longo do trabalho já feito é que a restauração, além de acabar com os buracos causados pelo peso dos veículos no asfalto, acabou também com as poças de água em dias de chuva e com os banhos que, até então, os pedestres tomavam involuntariamente.

Além dos idosos, também aqueles que viajam de ônibus para chegar ao emprego e para chegar à sala de aula – na Universidade ou no colégio – estão insatisfeitos, sentindo-se injustiçados. E essa gente quer uma resposta a esta pergunta: por que a parada na Eça de Queirós foi eliminada e as cinco anteriores – do Pronto Socorro até a Rua Vicente da Fontoura – foram preservadas? Inclusive a distância entre elas. Algum aspecto técnico exigiu a retirada?

Os cidadãos que se sentem prejudicados sabem que cuidar de um município é estafante. Sabem que o prefeito tem os dias cheios de compromissos e que é humanamente impossível administrar sozinho. Portanto, precisa delegar e confiar em quem assume a tarefa. Por isso mesmo deve ficar muito atento, porque decisões como essa – a eliminação da parada de ônibus na Eça de Queirós – necessita de uma justificativa inquestionável. Caso contrário, estes cidadãos, que também pagam impostos e também vão às urnas, perdem a confiança e sentem-se tentados a pensar que “aí tem”!  Pedem ao prefeito que dê uma olhada nisso. Embora seja detalhe de uma grande obra, tem imensa importância no cotidiano de quem mora na área.

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