A Grã-Bretanha anuncia criação de um exército cibernético

Tropas em solo firme, na água, no ar e, em breve, também na internet. A Grã-Bretanha quer ser, entre as nações, a primeira em condições de combater e atacar seus inimigos também através da cibernética. Nesse projeto, o ministro da Defesa e o serviço secreto do Reino Unido – GCHQ – vão investir 600 milhões de euros como ponto de partida.

ceyberpolicePara desenvolver a capacidade de intimidar os inimigos via online, as forças armadas britânicas estão em busca de centenas de experts em computação. O recrutamento deverá começar em outubro. A nova unidade deverá “dar-nos competência para responder a ataques na internet”, disse o primeiro-ministro, David Cameron, ao jornal Daily Mail. Os especialistas serão recrutados na iniciativa privada e uma de suas tarefas será desenvolver programas de proteção contra a invasão que pode colocar dados sensíveis em risco.

Com a unidade de guerra, que será construída com um orçamento de 600 milhões de euros, as forças armadas britânicas reagem à ameaça cada vez maior de ataques cibernéticos. “Ao longo de anos construímos uma defesa para nos proteger dessas agressões. Mas isso não basta mais”, disse o ministro da Defesa, Philip Hammond. Ele acrescentou que “com uma possibilidade de ataque podemos assustar os inimigos”.

Hammond também explicou que o alarme sobre a fragilidade do sistema de controle soou em janeiro. Por causa da sua dependência das informações tecnológicas, as forças armadas poderiam ser “fatalmente enfraquecidas” através de uma agressão cibernética. Unidades inteiras de combate, aeronaves ou navios de guerra ficariam muito vulneráveis se as linhas de comunicação e o sistema de informação fossem sabotados, alertou um comunicado interno no início do ano.

As atividades militares na internet deverão estar em conexão com quem luta no solo, na água e no ar. “Em conflitos futuros nossos comandantes poderão contar com a operação conjunta de nossas armas convencionais e armas cibernéticas”, acrescentou Hammond. A nova unidade deverá ser construída em responsabilidade compartilhada com o serviço secreto – GCHQ -, que já desempenha papel importante na vigilância do que ocorre no mundo cibernético.

No entanto, o ministro da Defesa se empenha especialmente na busca de especialistas que, de outra maneira, não conseguiriam – ou não querem -fazer carreira nas forças armadas. Ele acredita que “defender a segurança nacional” como “reservista cibernético” é uma “oportunidade excitante” para os civis.

Agora, a Grã-Bretanha é o primeiro país que admite um plano desse tipo, mas certamente não é o único. Outras forças militares, como a dos Estados Unidos, China, Israel e Rússia, também podem usar a infraestrutura da internet em sua estratégia de ataque. Mas a guerra cibernética não está começando. A espionagem praticada pelo governo Barack Obama contra a Petrobras e a presidente Dilma Rousseff é apenas uma de suas facetas.

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