Jornalistas recebem apoio na AL

Semana passada, os jornalistas estiveram na Câmara Municipal, buscando a solidariedade dos vereadores à campanha salarial da categoria, que está emperrada porque os patrões se recusam a negociar um índice de aumento real. Mas a mobilização continua e, nesta terça-feira (22 de outubro), essa gente sem a qual a informação não chega aonde deve chegar vestiram a camiseta e tomaram o rumo da Assembleia Legislativa, onde, por sugestão do deputado Miki Breier, (PSB), participaram de sessão plenária.

017Breier, que coordena a Frente Parlamentar pela Democratização da Comunicação, propôs da Tribuna uma reflexão sobre a importância do papel que o jornalista desempenha na divulgação de ideias e fatos que essas ideias geram. Salientou que o exercício do jornalismo está muito além de um diletantismo ou de uma diversão. Muitas vezes incorre em riscos, o que se manifesta na crescente violência contra jornalistas. “Ser jornalista é ter uma profissão”, que, segundo Breier, não é devidamente valorizada quando a classe patronal trata as reivindicações da categoria com “descaso”, como se esses trabalhadores fossem diferentes dos demais e não tivessem também as necessidades básicas de todo ser humano. Colocar comida na mesa, por exemplo.

O deputado lembrou o valor do piso salarial atual dos jornalistas – R$ 1690,00 em Porto Alegre; e R$ 1425,00 no interior do Estado. Lembrou também que o escritor Erico Verissimo, quando tomou posse como primeiro presidente da Associação Riograndense de Imprensa, defendeu o espírito de classe e afirmou que o objetivo da entidade seria apoiar os trabalhadores de imprensa na busca de vantagens reais, porque “todos os homens têm direito a um lugar ao sol”.

Miki Breier encerrou sua fala pedindo que os colegas na Assembleia se solidarizem com os jornalistas em vários aspectos. Entre eles, a luta por um salário digno e melhor jornada de trabalho. Além disso, afirmou que “nos associamos contra a crescente violência de que os jornalistas são vítimas no exercício da profissão”. Como exemplos disso, citou as agressões sofridas durante as manifestações ocorridas no Brasil desde junho: 83 jornalistas foram agredidos nesse período, segundo levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e, em quase 80% dos casos, as agressões resultaram da ação policial.

022Além de Miki Breier, outros parlamentares vestiram a camiseta no final da sessão plenária. Entre eles, o presidente da Casa, Pedro Westphalen (PP). “Nossas ações estão tendo grande repercussão; após o apoio que recebemos na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, quinta-feira passada, é a vez dos deputados encamparem a nossa luta contra essa proposta rebaixada da patronal”, comemora o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul (SinJor/RS), Milton Simas.

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